Se no texto anterior, indicamos 5 livros para quem queria revisitar algumas histórias famosas do cinema, agora vamos tentar mergulhar fundo nos seus bastidores. São livros para todo cinéfilo guardar na estante e revisitar alguns dos clássicos do cinema sob uma nova ótica.Começando com Donnie Darko, livro que traz o roteiro do filme em uma edição para coelho algum botar defeito.  Além disso, a obra tem extras para te fazer surtar como um prefácio do Gyllenhaal, uma entrevista gigantesca com o Richard Kelly e trechos do livro A Filosofia da Viagem no Tempo que uma das personagens do longa escreveu, uma lista com a trilha sonora do longa e algumas imagens. É uma ótima maneira de reconhecer a história deste cult – talvez futuro clássico? – do cinema.

Para quem é fã do lado mais sangrento do cinema, Evil Dead e O Massacre da Serra Elétrica dissecam dois clássicos do terror. O primeiro foi escrito pelo crítico Bill Warren, que teve acesso ao arquivo de Sam Raimi e dos filmes, e reúne de entrevistas com o elenco e produtores a imagens raras, storyboards, esboços e muito mais. Já o segundo, que inaugurou a coleção Dissecando, é escrito pelo músico e escritor Stefan Jaworzyn traz histórias dos bastidores, do diretor e do psicopata que foi a base do longa, além de fotografias inéditas.

E se os clássicos do terror foram dissecados, não podemos deixar de foras dois dos seus maiores pesadelos: Jason e Freddy Krueger. Never Sleep Again, lançamento da editora, traz histórias dos bastidores e mergulha fundo na produção do longa para contar sobre como um dos maiores pesadelos do diretor se transformou em um dos maiores slasher movies da história. Aliás, Wes Craven é quem assina a apresentação do livro, além de ter sido entrevistado enquanto Thommy Hutson escrevia o livro.

Já em Arquivos de Crystal Lake David Grove traz depoimentos de atores, fãs e membros da produção, detalhes do roteiro e da agenda de filmagens, além de várias fotografias inéditas. Ah! E o prefácio é assinado por Tom Savini, especialista em efeitos especiais de vários filmes clássicos de terror.

Para encerrar esta lista com chave de ouro, nada melhor do que trazer um livro que inspirou e, ao mesmo tempo, não inspirou Hitchcock. Os Pássaros, de Frank Baker, é um romance que mostra as aves se voltando contra o ser humano, tal qual o clássico do diretor inglês de 1963, porém não há menção alguma a ela por parte de Hitchcock. Na realidade, os créditos do filme dizem que a história é baseado em um conto de Daphne du Marier (autora já acusada de plágio por Rebecca, curiosamente parecido com A Sucessora, história da brasileira Carolina Nabuco), o que fez Baker ameaçar processar tanto o diretor, quanto a autora.

A história fica ainda mais estranha quando consideramos que o antigo editor de Frank Baker era o inglês Peter Davies, com o qual du Maurier já havia trabalhado e ainda era o seu primo. A discussão de se foi plágio de Daphne du Marier ainda segue, mas o que interessa é que o romance de Baker não só tem força e forma própria, como aponta várias ideias que seriam reaproveitadas no longa de Hitchcock, o que o tonar uma leitura imperdível para quem é fã do diretor.