Lá em 2016, reuni quatro indicações de filmes para conhecer ou revisitar a carreira de David Bowie no cinema, com clássicos pop como Labirinto e O Homem que Caiu na Terra. E, agora, chegou a hora de revisitar a lista fazer mais quatro adições de filmes que ficaram marcados em nossas memórias pela presença do eterno Camaleão do Rock.

Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (1981)

Longa baseado no livro homônimo, este filme já se tornou um clássico cult e surpreendeu aos críticos na época do seu lançamento, afinal, este é um longa sem rodeios, que mostra a história da Christiane F. do título num espiral caótico rumo ao fundo do poço.

A presença de David Bowie vai além da participação especial em um show, por Christiane ser sua fã, já que o músico assinou a trilha sonora do filme logo após passar um período criativo intenso na Alemanha, de onde saiu a sua famosa trilogia de Berlim, formada por Low, Heroes e Lodger. Dessa forma, a trajetória de Christiane em Berlim se mistura à própria experiência alemã do artista.

O Grande Truque (2006)

Indicado ao Oscar, O Grande Truque adapta o romance homônimo que retrata uma fictícia competição do ilusionismo londrino entre Robert Angier e Alfred Borden, mágicos obcecados em se tornarem o dono do melhor truque. Estrelado por Hugh Jackman e Christian Bale, o filme é dirigido por Christopher Nolan.

No longa, Bowie interpreta Nikola Tesla, importante inventor da vida real, que desenvolveu as bases para várias das novidades revolucionárias do século passado. Um fato curioso é que o artista, inicialmente, recusou o papel, o que fez Nolan voar até Nova Iorque para convencê-lo.

Fome de Viver (1983)

Não julgue este filme pelo péssimo título brasileiro. Sério. Estreia no cinema de Tony Scott, irmão de Ridley Scott, o filme traz vampiros góticos para uma Nova Iorque da década de 1980. Marcado pela sua fotografia, o longa acabou se tornando um clássico cult com o passar do tempo.

Com uma das minhas atuações favoritas do Bowie (acho que aqui o músico encontra um equilíbrio perfeito entre se levar a sério, mas nem tão a sério assim), o filme também tem uma das aberturas mais legais do cinema.

Furyo, Em Nome da Honra (1983)

Mais um filme sensacional do qual Bowie participou na década de 1980, Furyo ganhou destaque na época de seu lançamento, inclusive entrando na lista de selecionados em Cannes. Centrado na relação de homens presos em território japonês durante a Segunda Guerra Mundial, é um dos filmes sobre guerra que mais sabe explorar a diferença entre as visões de mundo ocidental e oriental sobre a guerra. Recomendadíssimo para qualquer fã de cinema, traz uma das melhores atuações do Camaleão.